Mercadinho dos Sabores e dos Saberes

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Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe / Museu das Terras de Basto

Sábado à tarde, 22 de Junho, 15h00-18h00

No próximo Sábado vai realizar-se mais um mercadinho dos Sabores e dos Saberes. No belo cenário da estação ferroviária de Arco de Baúlhe terá lugar o 3.º Mercadinho dos Sabores e dos Saberes.

Aí poderá encontrar e provar o melhor que a terra cabeceirense dá nesta época do ano – cerejas, legumes, ovos, enchidos, mel, broa, pão com chouriço, compotas, vinho e outras iguarias que costumam deleitar quem nos visita. Não faltarão os doces de romaria – cavacas, rosquilhos e rebuçados.

O visitante poderá também adquirir peças de lã feitas pelas mulheres de Bucos, linhos e mantas.

Em visita organizada ou individualmente, venha ao Arco de Baúlhe e conheça o que a terra tem de melhor. Não perca!

Local: Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe (antiga estação de caminho de ferro de Arco de Baúlhe)

Horário do Mercadinho dos Sabores e dos Saberes: 15h00 às 18h00

Horário do Museu: 10H-12h30; 14h00 às 17h30m

Entrada gratuita

Mercadinho dos Sabores e dos Saberes no Arco de Baúlhe

Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe / Museu das Terras de Basto
Sábado, 16 de Junho de 2012

Em Cabeceiras de Basto, um concelho ainda profundamente marcado pela paisagem natural e onde as pessoas continuam a cultivar frutas e legumes destinados ao consumo caseiro, mantêm-se sabores de outras épocas.
No Sábado, dia 16 de Junho, da parte de tarde, entre as 15h00 e as 18h00, a, o Museu das Terras de Basto organiza, no Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, um Mercadinho dos sabores e dos saberes.
Quem visitar o Núcleo Ferroviário vai ter possibilidade de ver, e em muitos casos de saborear, os produtos que a terra dá nesta época do ano, e alguns dos pratos que com eles se confeccionam.

O fumeiro da Dona Ana Brás. Bucos (Cabeceiras de Basto). 2012

À venda estarão legumes de diversas qualidades, fruta, ovos, vinho, chouriço, salpicão, alheiras, mel.
Não faltará a broa, o bolo de chouriço e o pão com chouriço, bem como os doces de romaria – cavacas, rosquilhos e rebuçados.

Doces de Romaria. Rebuçados da Dona Nazaré Oliveira. Cavez (Cabeceiras de Basto). Maio de 2012

Haverá também exposição e venda de produtos em lã feitos pelas mulheres de Bucos, latoaria e miniaturas de madeira.
Em visita organizada ou individualmente, venha ao Arco de Baúlhe e conheça o que a terra tem de melhor. Não perca!
Local: Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe (antiga estação de caminho de ferro de Arco de Baúlhe)
Horário do Museu: 10h00 às12h30; 14h00 às 17h30m
Horário do Mercadinho dos Sabores e dos Saberes: 15h00 às 18h00
Entrada gratuita

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Mercadinho dos sabores e dos saberes no Arco de Baúlhe

Nozes de Riodouro (Cabeceiras de Basto)

Em Cabeceiras de Basto, um concelho ainda profundamente marcado pela paisagem natural e onde as pessoas continuam a cultivar frutas e legumes destinados ao consumo caseiro, mantêm-se sabores de outras épocas.
Este Sábado, dia 10 de Dezembro, da parte de tarde, entre as 15h00 e as 17h30, já com cheiro ao Natal que se aproxima, o Museu das Terras de Basto organiza, no Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, um Mercadinho dos sabores e dos saberes.

Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe. Antiga estação de caminho de ferro.

Quem visitar o Núcleo Ferroviário vai ter possibilidade de ver, e em muitos casos de saborear, os produtos que a terra dá nesta época do ano, e alguns dos pratos que com eles se confeccionam.
À venda estarão abóboras de diversas qualidades, cabos de cebolas, tronchas, nozes, figos, codornos, maçãs, ovos, vinho, chouriço, salpicão, alheiras, mel.
Não faltará a broa e o bolo de chouriço, bem como alguns doces – filhós, mexidos, codornos em vinho, rabanadas de vinho.
Haverá também exposição e venda de produtos em lã feitos pelas mulheres de Bucos, latoaria e miniaturas de madeira.
O externato de S. Miguel de Refojos colaborará neste iniciativa participando alguns dos seus alunos na recepção e atendimento dos visitantes.

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Quem quiser pode, partindo de Guimarães, ir em visita organizada pela Quality Tours com um programa aliciante que inclui visita guiada ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, caminhada, visita guiada ao núcleo ferroviário de Arco de Baúlhe, terminando no Mercadinho dos Sabores e dos Saberes.
Para mais informações visite o site da Quality Tours. http://www.qualitytours.pt/?modulo=ofertas&id_oferta=537
Em visita organizada ou individualmente, venha ao Arco de Baúlhe e conheça o que a terra tem de melhor. Não perca!
Local: Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe (antiga estação de caminho de ferro de Arco de Baúlhe)
Horário do Museu: 10h00-12h30; 14h00 às 17h30
Horário do Mercadinho dos Sabores e dos Saberes:– 15h00 às 17h30
Entrada gratuita

Santieiros, frades, choteiros ou tortulhos (Cabeceiras de Basto)

Maria Arminda Magalhães do lugar de Morgade, em Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto), a vender santieiros junto à escola EB2,3 do Arco de Baúlhe. 10 de Novembro de 2011.

Sei muito pouco de cogumelos e assusto-me só de pensar que podem ser venenosos. No entanto, no passado dia 10 de Novembro não resisti a tentação e comprei santieiros em Arco de Baúlhe… Sete santieiros custaram cinco euros.
Na estrada que de Arco conduz à auto-estrada, ali pertinho da escola EB2,3, a Senhora Maria Arminda Magalhães, de setenta anos de idade, moradora no lugar de Morgade, na freguesia de Arco de Baúlhe, estava a vender santieiros, também conhecidos por sentieiros, frades, choteiros ou tortulhos.

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O nome santieiros dados a estes cogumelos advém do facto de costumarem brotar por altura dos Santos, ou seja, na proximidade do dia 1 de Novembro, data em que se comemora o Dia de Todos os Santos. Este ano, dado ter sido um ano seco, os santieiros apareceram um pouco mais tarde, tendo estas duas últimas semanas sido pródigas na sua apanha. Várias pessoas com quem falei no concelho de Cabeceiras davam-me conta de os ter apanhado em quantidade e cozinhado.

Um punhado de sentieiros. Riodouro (Cabeceiras de Basto). 17 de Novembro de 2011

Um punhado de sentieiros. Riodouro (Cabeceiras de Basto). 17 de Novembro de 2011

A Senhora Maria Arminda disse-me que o melhor período para os apanhar é os Santos, mas, também costumam aparecer por altura do S. João. As restantes pessoas apontam apenas o mês de Novembro como época própria para a sua colheita.
Estes cogumelos comestíveis, cujo nome científico é macrolepiota procera costumam dar-se em solos húmidos, menos cultivados, junto à copa de árvores, ou nas beiras dos muros. Podem atingir dimensões avantajadas (40 cm de altura), havendo referências a alguns de alturas e diâmetro descomunais.

Santieiro. Cabeceiras de Basto

Informaram-me em Bucos, freguesia de Cabeceiras, que se dão bem em locais onde pastam os cavalos, servindo o seu estrume de fertilizante para os santieiros. Os cogumelos que comprei à Senhora Maria Arminda Magalhães foram arrancados com a raiz, mas segundo me informaram em Bucos deve deixar-se a raiz na terra, pois a partir dela voltarão a nascer mais cogumelos.
Segundo informação de Silvina Dourado os santieiros nunca aparecem isolados mas sim aos pares. Se se encontra um santieiro é certo e sabido que anda outro próximo. Há quem diga que se chama frades, porque, tal como os frades, andam sempre aos pares…

Ilustração de von Albin Schmalfuss, 1897. In http://en.wikipedia.org/wiki/File:Parasol-1.jpg

Para que fique a saber um pouco mais sobre estes cogumelos reproduz-se um desenho dos mesmos, (von Albin Schmalfuss, 1897) e transcreve-se a sua classificação científica.
Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Basidiomycetes
Ordem: Agaricales
Família: Lepiotaceae
Género: Macrolepiota
Espécie: Macrolepiota procera

Os santieiros são um petisco muito do agrado dos cabeceirenses e dos seus vizinhos de Vieira do Minho, Montalegre e Celorico de Basto.

Arganel ou anel que possuem todos os santieiros. Conjunto de cinco arganéis. Cabeceiras de Basto

Depois de apanhados devem ser lavados em água corrente, retirado o arganel (que é um pequeno anel que todos possuem), raspados com a ponta da faca, partidos aos pedaços e cozinhados.
O modo mais simples de cozinhar os santieiros é assá-los nas brasas, temperados com umas pedrinhas de sal. Depois de assados é só comê-los. No meio rural esta era a forma mais simples de os degustar, sendo frequentemente comidos fora das refeições e de pé.

Apresenta-se de seguida três receitas de santieiros ou tortulhos, tal como se preparam em casa de Vera Fernandes, natural da freguesia de Refojos, lugar de Cruz do Muro, em Cabeceiras de Basto.

Tortulhos estufados
Ingredientes
Tortulhos
Cebolas
Alho
Chouriço ou entremeada
Colorau doce
Piripiri
Vinho branco ou vinagre
Azeite
Põe-se os tortulhos numa sertã (sem nenhum ingrediente adicional) para que percam a água que trazem. Depois, noutra sertã coloca-se um pouco de azeite, duas cebolas picadas fininhas e alho também picado até que a cebola fique dourada. De seguida juntam-se os tortulhos, o chouriço ou entremeada, e polvilha-se com colorau doce e sal. Acrescenta-se o piripiri e vai-se mexendo de vez em quando. Deixa-se refogar durante 10 a 15 minutos e quando estiver quase pronto adiciona-se um pouco de vinho branco ou vinagre. Mantêm-se em lume brando a apurar durante mais algum tempo. Tira-se do lume e serve-se.

Arroz solto de tortulhos
Ingredientes
Cebola
Alho
Azeite
Tortulhos
Sal
Faz-se o estrugido com cebola, azeite e alho e deixa-se alourar. Acrescentam-se os tortulhos e deixam-se estar até perderem a água que possuem. Acrescenta-se a água desejada para fazer um arroz soltinho e tempera-se de sal. Quando a calda começar a ferver acrescenta-se o arroz, mexe-se e deixa-se cozer.
Nota: Os tortulhos não se querem muito cozidos para que não fiquem moles.

Tortulhos com cebolada
Ingredientes
Cebola
Azeite
Tortulhos
Sal
Piripiri
Aloura-se a cebola com o azeite. Quando estiver alourada juntam-se os tortulhos, acrescenta-se sal e piripiri a gosto e deixam-se fritar durante cerca de dez minutos, mexendo sempre.

Aproveite o tempo frio, a ausência de chuva e vá até terras de Basto colher santieiros. Mas tenha cuidado caso não os saiba distinguir, pois pode apanhar um demónio em vez de um santo!