Salada Caprese

Ingredientes:
2 tomates maduros
200 g de queijo mozzarella

Molho:
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de sumo de limão
sal, q.b
pimenta, q.b

Faz-se o molho com o azeite e o limão a que se junta o sal e a pimenta.
Dispõe-se num pequeno prato uma  rodela de tomate, a que se segue uma fatia fina de queijo mozzarella, outra de tomate, outra de mozzarella e assim sucessivamente. No final rega-se tudo com o molho que se fez.

Nota: Serve como entrada. Ou, no tempo quente pode colocar sobre a mesa um conjunto variado de saladas para que cada qual se sirva à sua vontade.

Compota de Figo (Adega Popular, Fafe)

5 kg de figos pingo de mel
2,5 Kg de açúcar

Modo de preparação
Escaldam-se os figos em água a ferver. Seguidamente colocam-se numa panela, juntamente com o açúcar e deixa-se ferver até este fique em ponto de pérola. Durante a cozedura, para evitar que o figo se agarre ao fundo do tacho, deve-se ir mexendo de vez em quando, mas com cuidado para não desfazer os figos.

Nota: Confesso que em Fafe um dos restaurantes da minha predilecção é a Adega Popular. A comida é muito boa, sendo ainda feita em forno de lenha. Os assados, por exemplo, são fantásticos. Mas, o que me faz deslocar aquele restaurante, e sempre com água na boca, é a sua compota de figo. É um manjar divinal que se saboreia gostosamente. Se for a Fafe não deixe de almoçar ou jantar na Adega Popular e faça questão de provar o doce de figo.
A receita que aqui divulgo foi-me dada pela Dr.ª Fátima Aguiar, que fez o favor de a pedir no próprio restaurante.

Rabanadas da minha mãe

Ingredientes
1 pão de cacete ou 6 pães duros (molete)
1 ½ litro de leite
3 paus de canela
15 colheres de sopa de açúcar
2 cascas de limão
óleo, q.b.
ovos, q.b.

Para passar as rabanadas depois de fritas
açúcar, q.b.
canela em pó, q.b.

Calda
1 chávena de açúcar
1 chávena de água
1 cálice de Vinho do Porto

Modo de preparação
Parta o cacete em fatias ou abra o pão (molete) a meio, no sentido longitudinal. Coloque num tabuleiro e reserve.
Aqueça o leite com o açúcar, os paus de canela e a casca de limão. Regue o pão que preparou com esta calda de leite  de modo a que fique humedecido. De seguida passe o pão por ovo batido. Frite-o em óleo bem quente. Depois de frito escorra.
No final passe o pão escorrido por açúcar misturado com canela – cerca de 250 grs de açúcar misturado com 1 colher de canela. Mas pode pôr mais ou menos canela segundo o seu gosto. Vá dispondo o pão assim preparado numa travessa e reserve.
Entretanto coloque ao lume o açúcar com o pau de canela. Deixe ferve e quando estiver em ponto de pérola, retire do lume e junte o cálice de vinho do Porto.
Vire esta calda sobre o pão. As rabanadas estão prontas. Bom apetite!

Nota: Aprendi a fazer estas rabanadas com a minha mãe. O que acrescentei de meu foi o facto de as fazer, muitas vezes, durante o ano, para aproveitar pão que sobra. Sabe tão bem comer rabanadas fora do período de Natal!
Costumo fazê-las a olho, sem pesar os ingredientes… Pelo que cada um pode acertar a receita segundo o seu gosto – mais ou menos leite, mais ou menos canela, mais ou menos açúcar.

Pudim de claras

Ingredientes:
6 claras
9 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de raspas de casca de limão (opcional)
Para o caramelo: 4 colheres de sopa cheias de açúcar

Modo de preparar:
Caramelize uma forma lisa, de pudim (ver nota).
Bata as claras em neve e, quando começarem a ficar firmes, junte o açúcar, colher por colher, batendo sempre e continuando a bater até que fiquem como para suspiros.
Despeje a massa assim obtida na forma caramelizada e leve ao forno, metida num recipiente com água quente, a uma temperatura de cerca de 160º C. Deixe no forno cerca de 1 hora, ou quando o pudim começa a ganhar uma cor dourada.
Retire do forno. e deixe esfriar antes de desenformar.

NOTA: Costumo utilizar caramelo que compro no supermercado, já pronto a usar. O pudim pode ser coberto, depois de frio com mais caramelo ou, se preferir com morangos ou kiwis passados pela varinha mágica. Costumo fazê-lo para aproveitar claras que sobram do pudim ou da encharcada. Sabe bem no verão.

Doce gelado da Ana

Ingredientes
4 claras
250 ml de natas
6 colheres de sopa de açúcar

Bata as claras em castelo bem forte e junte-lhe 3 colheres de açúcar. Reserve.
Bata as natas bem batidas e junte-lhe 3 colheres de açúcar. Junte, envolvendo, os 2 preparados anteriores.
Passe uma forma por água fria e escorra-a. Coloque dentro o preparado e leve ao congelador.
Quando for para ser servido cubra com morangos batidos na varinha mágica e ou com doce de ovos.

Nota: Este é um dos doces preferidos da minha filha Ana. É fácil de fazer, saboroso e muito agradável no tempo quente. A receita foi-me dada pela minha irmã, Margarida Fernandes, que por sua vez a recebeu de uma amiga, a Guida Ferreira.

Leite creme queimado


Ingredientes:

30 gr de farinha de trigo (= 2 colheres de sopa)
150 gr de açúcar
0,5 l de leite
1 pauzinho de canela
1 casquinha de limão
4 gemas de ovos
+ um pouco de açúcar para queimar o creme

Deite num tacho o leite, a canela e o limão, faça ferver e retire do lume. Noutro tacho deite o açúcar e a farinha e misture-os bem com a colher de pau.
Retire o limão e a canela do leite fervido e junte-o em fio, ao açúcar e à farinha, mexendo continuamente com colher de pau.
Leve depois ao lume, deixe levantar fervura e ferver 1 minuto e retire do lume.
Separe as gemas para dentro da tigela, mexa-as, e mexendo-as sempre, adicione-lhes um pouco de creme; junte depois ao creme em fio mexendo sempre com a colher de pau no fundo do tacho. Não deixe ferver, é apenas para engrossar mais um pouco.
Retire do lume sem deixar ferver e deite imediatamente em pratinhos ou travessa e deixe arrefecer.

Notas: Esta receita foi-me dada pela minha irmã, Margarida Fernandes. Fica muito boa. Deve usar-se farinha sem fermento (mas pode ser feita com farinha com fermento).
Se não se quiser queimar o creme pode polvilhar-se, depois de pronto, com canela em pó.

Rolo de Bacalhau (Barcelos)

Ingredientes
Bacalhau, quanto baste
Batata, quanto baste
Grelos, um molho
Cenoura, quanto baste
Ovos, quanto baste
Azeitonas, quanto baste
Molho de tomate, quanto baste
Molho branco, quanto baste

Cozem-se as batatas com o bacalhau (mais bacalhau que batatas). Coze-se um molho de grelos e faz-se esparregado. Cozem-se as cenouras e os ovos em separado. Tira-se as peles e as espinhas ao bacalhau, põe-se as lascas limpas dentro de uma saca de pano e desfaz-se o mais possível até ele ficar bem desfiado.
Ralam-se as batatas. Mistura-se o bacalhau com o puré de batatas e reserva-se.
Faz-se um refogado de cebola, e, quando esta estiver loura, junta-se-lhe a mistura do puré com o bacalhau. Mexe-se bem.
Estende-se este preparado em cima de um pano previamente polvilhado com pão ralado.
De seguida, sobre o preparado põe-se o esparregado, a cenoura às rodelas, os ovos também às rodelas e as azeitonas pretas descaroçadas. Enrola-se e pincela-se com gema de ovo e pão ralado. Vai ao forno a ganhar cor.
Serve-se acompanhado por uma mistura de molho de tomate picante e molho branco.

Recipiente: Uma pingadeira de barro vidrado de Barcelos
Notas: Esta receita era usual nas casas mais abastadas de Barcelos desde pelo menos a segunda metade do século XIX. Era confeccionada, por exemplo, em casa do Sr. João Macedo Correia e da família Marinho. Ainda hoje esta receita é feita em alguns lares barcelenses. A receita foi-me dada, na década de 80 do século XX, pela Dona Graça Freitas, nora do Sr. João Macedo Correia.
Para quem necessita de medidas para fazer os pratos sugerimos que utilize 700 gramas de bacalhau e 500 gramas de batata. No recheio use duas cenouras, quatro ovos e uma mão cheia de azeitonas. Este prato dará para 4 pessoas. Se é daquelas que tem pressa na cozinha pode sempre comprar o molho de tomate pronto, bem como o bechamel, e utilizar puré de caixa.
Mas, não se esqueça que um prato confeccionado segundo os métodos das nossas avós tem outro gosto, para além de que o tempo que se passa na cozinha pode ser utilizado, por exemplo, para arrumar ideias e ter novas ideias!